Metrópole das mandingas: religiosidades luso-afro-brasileiras e Inquisição Portuguesa no Antigo Regime | Daniela Buono Calainho
R$60,00
💡 Digite seu CEP para calcular automaticamente o frete e prazo de entrega
O prazo informado na cotação de frete (prazo de envio) passa a ser contado depois que o pacote é postado e não quando o pedido é criado ou pago.
Nesse período acontece: recepção do pedido, emissão da nota, separação dos livros, montagem do pacote, emissão da etiqueta e translado até o ponto de postagem.
Veja seu carrinho no ícone abaixo
Quer falar com a gente?
Está faltando alguma informação?

+ sobre entrega, prazo, troca e devolução
Quando se fala em mandinga, patuá, sincretismo religioso de matriz africana, a primeira lembrança que nos ocorre é a Bahia, São Luís do Maranhão, o Brasil, o Haiti, talvez até mesmo as santerias praticadas em algumas ilhas do Caribe. Quem imaginaria que em plena capital do Reino de Portugal, à época da Inquisição, ao publiarem grande número de mandingueiros, negros e mestiços, em uma época destinta, em que a Santa Madre Igreja e el Rei tinham poderes de prender, açoitar e até queimar na fogueira aos rebeldes de consciência, que ousassem praticar rituais e crenças contrárias aos dogmas e costumes da Religião Católica Apostólica Romana?
Graças à profunda e exitosa pesquisa de Daniela Buono Calainho, docente na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, temos acesso pela primeira vez, de forma sistemática e ampla, aos subterrâneos das crenças populares de inspiração africana que proliferaram no Reino de Portugal e encantaram a tantos de nossos ancestrais entre os séculos XVI e XVIII.
— Luiz Mott,
Professor Titular de Antropologia, Universidade Federal da Bahia
É muito bem-vinda esta Metrópole das mandingas, cujo título, por metáfora, resume a novidade da pesquisa: a demonstração de que os cultos e ritos africanos, misturados ao catolicismo, floresceram não só no Brasil, mas no próprio Portugal. Dentre estes ritos, destacavam-se o uso de amuletos protetores, conhecidos como bolsas de mandinga. Originária do reino de Mali, região islamizada, a bolsa era então um saquinho contendo algum versículo do Alcorão. À medida em que o uso da bolsa se expandiu no espaço atlântico, foi aumentando de tamanho e diversificando seu conteúdo: baixas de pedras d’ara, balas de chumbo, olho de gato, osso de defunto. Tudo para proteger o corpo, enxe outros fins. Não raro continha também uns papelitos com orações a São Marcos. Daniela Calainho examinou, em detalhe, o sincretismo presente na mandinga e noutros ritos. Em sua pesquisa chegou mesmo a encontrar uma bolsa ao vivo, apesa a um processo da Inquisição. Coisa de arrepiar. A Inquisição, como é óbvio, perseguiu muitos mandingueiros. Alguns foram queimados. Mas o melhor do livro é ver de perto a circulação de crenças entre Brasil, Portugal e África. Uma prova de que há séculos os Exus andavam em vários continentes. Salve!
— Ronaldo Vainfas
Professor Titular de História Moderna – UFF
*-*-*-*-*-*
Sumário
APRESENTAÇÃO, Luiz Mott
PREFÁCIO, Laura de Mello e Souza
INTRODUÇÃO
CAPÍTULO I
AFRICANOS EM PORTUGAL
- Em direção à África
- O comércio negreiro português
- Nos campos, nas ruas, nas casas: o escravo negro na economia portuguesa
CAPÍTULO II
GANGAZAMBES E JAMBACOUSSES: FEITICEIROS NEGROS NO REINO
- Curas: o corpo e o espírito
- Proteções: as bolsas de mandinga
- Sentimentos: amores, ódios, inimizades e desejos
CAPÍTULO III
A MANDINGA DE DEUS
- Esboços de uma África cristã
- Negros católicos
- Hóstias, búzios, ervas: feitiçarias cristãs
CAPÍTULO IV
NA ROTA DAS MANDINGAS
- A África escravista
- Mandingas n’África, mandingas lusitanas, mandingas coloniais
CAPÍTULO V
LUSITÂNIA BRUXA
- Tempos Modernos, palco de Satã
- Portugal: Satã domesticado
- Legislação das perseguições: nas malhas do Santo Ofício
CAPÍTULO VI
NEGROS HEREGES, AGENTES DO DIABO
- In nomine Dei: negros e demônios
- Punições: réus negros, brancas sentenças
CONCLUSÃO
FONTES E BIBLIOGRAFIA
ANEXOS
- Tabelas, gráficos e mapas
- Iconografia
*-*-*-*-*-*
Sobre a autora
DANIELA BUONO CALAINHO nasceu no Rio de Janeiro em 1963. É doutora em História pela UFF e professora da UERJ/FFP, onde coordena o Núcleo de Estudos Inquisitoriais. Estudiosa da Inquisição portuguesa e das religiosidades populares na Época Moderna, é autora de diversos artigos sobre o tema, organizadora de coletâneas e do livro Agentes da Fé: Familiares e Inquisição portuguesa no Brasil colonial (EDUSC, 2006).
Informação adicional
| Peso | 0,400 kg |
|---|---|
| Dimensões | 16 × 23 × 2 cm |
Você também pode gostar de…
Produtos relacionados
Título/autor(a)/assunto que está procurando
HUCITEC EDITORA
CEP: 04110-020
Telefones: (11) 3892-7776 / (11) 96663-9677 (WhatsApp)
Horário de funcionamento: 9h às 17h, segunda à sexta
contato@huciteceditora.com.br
comercial@huciteceditora.com.br
editorial@huciteceditora.com.br













