Entre rosários e bacamartes: mulheres do Belo Monte – fé e insubmissão no sertão da Bahia | Patrícia Oliveira da Silva
R$40,90
IMPORTANTE
PRAZO DE POSTAGEM:
até 2 dias úteis
O prazo informado na cotação de frete (prazo de envio abaixo)
passa a ser contado depois que o pacote é postado
e não quando o pedido é criado ou pago.
Nesse período acontece: recepção do pedido, emissão da nota, separação dos livros, montagem do pacote, emissão da etiqueta e translado até o ponto de postagem.
💡 Digite seu CEP para calcular automaticamente o frete e prazo de entrega
Veja seu carrinho no ícone abaixo
Título: Entre rosários e bacamartes: mulheres do Belo Monte – fé e insubmissão no sertão da Bahia
Autora: Patrícia Oliveira da Silva
ISBN: 978-85-8404-598-3
Editoras: Hucitec
Edição: 1. Edição
Data de publicação: 2026
Páginas: 210
Tamanho: 14 cm x 21 cm x 1 cm
Peso: 350g
Coleção Diálogos da Diáspora, v. 31
Informação adicional
| Peso | 0,350 kg |
|---|---|
| Dimensões | 14 × 21 × 1 cm |
Patrícia Oliveira, em Entre rosários e bacamartes, revela-nos seu encontro com as mulheres do Arraial do Belo Monte, ao retirá-las do silêncio a que foram submetidas pela historiografia brasileira. Mulheres, que não só criaram como mantiveram o espaço comunitário e religioso do Arraial. A autora ao cruzar a análise de gênero com o de raça implicitamente aponta para um segundo silenciamento historiográfico, a racialização implementada pela República.
Ao questionar o paradigma epistemológico modernizante e funcional que encobriu e encobre os “outros” e nega identidades culturais preexistentes e existentes, convida seus futuros leitores e leitoras a terem presentes outras lógicas, que sejam capazes de assumir pensares, fazeres e saberes subalternos, periféricos colados à vida. A percepção da subjetividade das mulheres do Arraial, por parte da autora, trouxe consigo a constatação da ausência de lugar das mulheres nos trabalhos e discursos hegemônicos sobre Belo Monte de Antonio Conselheiro. Daí, a necessidade de superar uma leitura linear da história de Belo Monte, leitura pautada pelo predomínio da mentalidade colonialista e eurocêntrica. As narrativas de perfil colonial estabelecem binarismo, cujo resultado é a invisibilização historiográfica, no caso das mulheres do Arraial. A autora elege algumas questões que gradualmente responde ao longo do livro, como: onde estão as mulheres na história de Belo Monte? Quais são suas histórias, seus feitos, seus nomes?
Como Antonio Conselheiro se relaciona com elas e ainda como a religiosidade se configura a partir do contexto do Arraial? As mulheres do Belo Monte – benzedeiras, parteiras, rezadeiras entre outras transcendem o espaço da casa, estão profundamente inseridas na vida da comunidade em todas as suas dimensões. Ler Entre rosários e bacamartes é surpreender-se com o resgate da figura de Antonio Conselheiro e das mulheres conselheiristas com suas agencias e resistências. Leitura atual e necessária para quem deseja conhecer um pouco mais da história do Brasil Real.
— Enio José da Costa Brito
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
*-*-*-*-*-*
O Movimento de Canudos como um todo, o Movimento Conselheirista, o Belo Monte foi e continua sendo motivo de inúmeras pesquisas e de disputas de narrativas históricas. Reconhecendo a importância desses estudos realizados sobre um dos principais marcos da historicidade de um Brasil múltiplo, diverso e plural, ouso questionar as poucas narrativas que informam sobre a atuação das mulheres neste conflito de protagonismo cotidiano e histórico. Prevalecem discursos que camuflam a presença feminina, negras e indígenas na resistência do movimento conselheirista. Ao problematizar esse olhar, os estudos de gênero e raça tem contribuído com elementos e contrapontos fundamentais para o reconhecimento de sujeitos e a garanta de suas memórias. Assim as perspectivas de gênero e raça dão visibilidade a outras categorias e significados expressos nos discursos de diferentes atores sociais. Os resultados aqui deslocam os sentidos e significados do Movimento de Canudos para os/as diversos/as atores/atrizes sociais — muitas vezes restritos a uma memória oral — na compreensão da história de Canudos de lutas e resistências femininas, negras e indígenas, escondidas pelo racismo e pela misoginia das narrativas colonial.
*-*-*-*
Os diálogos que emergem das lutas comuns entre os povos da diáspora africana e os povos indígenas constituem uma vastidão de experiência e manancial de saberes em que pensamento, luta, cura e festa se interconectem. Amplificar esses diálogos, abrir passagens e promover equidade nas publicações, esses são os compromissos da coleção Diálogos da Diáspora.
*-*-*-*-*
Sumário
AGRADECIMENTOS
PREFÁCIO, Maria José Rosado-Nunes
INTRODUÇÃO
- O caminho
- Construção do objeto de pesquisa
- Natureza da pesquisa
- Método da pesquisa
- Estrutura dos capítulos
- As entrevistas
CAPÍTULO 1, BELO MONTE: MOVIMENTO E RESISTÊNCIA NO SERTÃO DA BAHIA
- 1.1 Do Belo Monte à nova Canudos
- 1.1.1 As três Canudos
- 1.2 Belo Monte: um projeto religioso, social e político
- 1.2.1 Belo Monte: um projeto social
- 1.2.2 A figura de Antônio Conselheiro
- 1.2.3 As mulheres e Antônio Conselheiro
- 1.3 A religião no Belo Monte e as mulheres: entre práticas africanas e indígenas e o catolicismo popular
- 1.3.1 A presença de elementos africanos e indígenas
- 1.4 As mulheres e a religião
CAPÍTULO 2, QUEBRANDO O SILÊNCIO: A MEMÓRIA DAS MULHERES NA HISTÓRIA DO BELO MONTE
- 2.1 Os diversos espaços de recriação feminina no Belo Monte
- 2.1.1 Recolhendo nomes em memória delas
- 2.1.2 Narrativas que atravessam os caminhos das mulheres do Belo Monte
- 2.2 Mulheres indígenas em Canudos: Kiriri e Kaimbé
- 2.3 Não rendidas: as mulheres e o pós-guerra
- 2.4 Maria Guerra
- 2.5 As mulheres e a Romaria de Canudos
- 2.5.1 A participação na Romaria de Canudos 2019
- 2.5.2 As mulheres e a Romaria
CAPÍTULO 3, BELO MONTE DAS MULHERES: SABERES E PRÁTICAS COTIDIANAS
- 3.1 Onde estão elas?
- 3.2 Religião popular e cultura popular dentro dos estudos da religião
- 3.3 Benzedeiras, rezadeiras e parteiras
- 3.3.1 Benzer, curar e partejar
- 3.4 Saberes das mulheres no Belo Monte
- 3.4.1 Entre benzedeiras e benzedores do Belo Monte
CONCLUSÕES PROVISÓRIAS
REFERÊNCIAS
ANEXOS
*-*-*-*-*
Sobre a autora
Patrícia Oliveira da Silva é graduada em História, UFT, com mestrado em Ciência da Religião pela PUC/SP. Atualmente é doutoranda no Programa de Pós Graduação em Cultura e Sociedade da UFBA e integrante do LOGIN – Grupo de Pesquisa Cultura, Política, Lógicas Identitárias e Produtivas/UFBA.
Quer falar com a gente?
Está faltando alguma informação?
Você também pode gostar de…
Produtos relacionados
ou escreva o título que está procurando
Hucitec Editora
CNPJ: 12.453.535/0001-05
R. Dona Inácia Uchoa, 209 – Vila Mariana
CEP: 04110-020
São Paulo/SP – Brasil
Telefones: (11) 3892-7772/ (11) 3892-7776
WhatsApp: (11) 96663-9677
comercial@huciteceditora.com.br
vendas@huciteceditora.com.br
editorial@huciteceditora.com.br










