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AquilombaSUS: o método da gira na produção de cuidado antirracista, volume 2 | Tadeu de Paula, Rachel Gouveia Passos & Emiliano de Camargo David (orgs.)

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Título: AquilombaSUS: o método da gira na produção de cuidado antirracista, volume 2
Organizadores: Tadeu de Paula, Rachel Gouveia Passos & Emiliano de Camargo David
ISBN: 978-85-8404-578-5
Editoras: Hucitec
Edição: 1. Edição
Data de publicação: 2025
Páginas: 292
Tamanho: 14 cm x 21 cm x  1 cm
Peso: 400g
Coleção Diálogos da Diáspora, v. 29

Informação adicional

Peso 0,400 kg
Dimensões 14 × 21 × 1 cm

Como transformar o cuidado em saúde em prática de resistência, acolhimento e coletividade? Esta obra reúne experiências que mostram como o aquilombamento estratégia política, afetiva e ancestral pode reinventar o SUS e os territórios de cuidado. A partir de relatos de gestão, projetos comunitários e ações culturais, percorre cinco eixos: saúde dos povos quilombolas, saúde mental, saúde da mulher, saúde LGBTQIAPN+ e territórios da gestão. Cada capítulo revela como coletivos, profissionais e usuários têm enfrentado a colonialidade, o racismo, o sexismo e a homofobia por meio de práticas de saúde que trazem como elementos centrais a ancestralidade, a espiritualidade, a cultura e os saberes tradicionais. Mais que denúncia, este livro celebra invenções de cuidado que emergem de perspectivas negras e interseccionais, afirmando, assim, a Saúde como território de luta, memória e reexistência.

— Marcos Vinícius Ribeiro de Araújo

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“AquilombaSUS: o método da gira na produção de cuidado antirracista” é um livro especial porque demonstra a possibilidade, a necessidade e a importância da integração, da fusão, de mistura da luta antiracista com a defesa do direito universal a saúde. Aquilombar é ativismo encarnado em teorias e práticas com base em saberes ancestrais voltadas para afirmar a identidade do povo negro, a igualdade racial ao mesmo tempo que luta pelo SUS e pela justiça social. Vale a pena ler o livro, discuti-lo e reconstruir as experiências narradas em novos territórios e espaços públicos.

— Gastão Wagner

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A coletânea AquilombaSUS reúne um conjunto de experiências que tem a intenção de reencantar o Sistema Único de Saúde, o nosso SUS, conectando-o à experiência democrática da diáspora negra no Brasil. Os quilombos são instituições históricas que fundaram as primeiras experiências de liberdade e democracia no país. Ali um cosmo se conjugou em meio à luta contra o sistema escravocrata. O SUS, por sua vez, traz a coletividade como elemento-chave que torna indissociáveis saúde e democracia. A saúde, na experiência democratizante brasileira, é uma produção coletiva. Logo, atentar para o modo da diáspora negra produzir coletivo é fundamental para que a equidade se concretize como método de produção de saúde rumo a um SUS efetivamente universal.

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Nota da Edição, Climene Laura de Camargo
Prefácio, Bárbara Manuela Silva dos Santos & Gustavo Emanuel Cerqueira Menezes Junior
Apresentação, Os Organizadores

PARTE I – SAÚDE DA POPULAÇÃO QUILOMBOLA

Capítulo 1: O lugar dos povos quilombolas nas políticas de saúde, Ana Jéssica de Lima Cavalcante, Maria Estela Sales e Silva, Emanuel Gomes da Silva, Amanda Barbosa Veiga dos Santos, Aquila Bruno Miranda, Marina Passos Pereira Campos, Francileuda Farrapo Portela & James Ferreira Moura Junior

Capítulo 2: Irmãs do marmelo: território, saúde e perspectivas para/por uma outra laborização, Fabrício Gonçalves Ferreira, Cláudia de Oliveira Alves & Flávia Costa e Silva

Capítulo 3: Entre redes e territórios: estratégias para o cuidado psicossocial quilombola, Marina dos Santos Xavier

PARTE II – SAÚDE MENTAL

Capítulo 4: O Orí e os atabaques: cartografia de um “Terreiro-Guia” de Umbanda e a produção do cuidado em saúde mental, Isis Rocha Bezerra, Priscila Cristina da Silva Thiengo de Andrade, Eliane Oliveira de Andrade Paquiela, Maria Paula Cerqueira Gomes & Tiago Braga do Espírito Santo

Capítulo 5: Troca de Iṣẹ́ cuidado em saúde mental afrorreferenciado, Marcia Costa, Anna Carolina Santos, Domenica Almeida & Luiza Trancoso

Capítulo 6: Um sorriso negro: dos livros ao grafite, um encontro de abraços que evoca a raiz da liberdade, Julia Carvalho, Luciana Nunes de Lima & Rosimeire Bussola

Capítulo 7: Relatos de uma formação aquilombada, Kwame Yonatan Poli dos Santos & Laura Maria do Val Lanari

Capítulo 8: Os desafios do aquilombamento em tempos (pós) bolsonaristas e pandêmicos: em busca de um projeto de saúde anticolonial, Aissa Gabriella Pereira Guirra, Amana Uiara Rodrigues Grassi, Bianca Mendes Nogueira Musto, Beatriz Mafra Kohatsu, Lis Busatto Santos, Luísa Fadigas Falcão, Maria da Paixão Sá Teles
Souza, Mariana Fonseca Aguiar, Pedro Henrique Barbosa, Pedro Lucas Jesus Pugliesi do Rosario, Savio David Barbosa Ferreira Santos & Ricardo Dias de Castro

Capítulo 9: O Escuta Preta como aquilombamento em saúde na universidade, Paula Campos & Mariana Milan

Capítulo 10: A música e a arte de enfermeiras negras: estratégias de aquilombamento a partir dos usos da raiva, Wendy Loyola & Clara Nunes

Capítulo 11: Aquilomba CAPX: grupo de cultura afro-brasileira no contexto do CAPS AD III, Caia Niara Felipe, Daiana Pereira da Cruz Alves, Isabela Milena Godoi, Jessica Taiane da Silva, Marcelo da Silva Guimarães, Mayara Gouvea Cordeiro, Mayra Brandão Bandeira, Tatiane Guimarães Amparo & Victória Elisa Barbosa da Silva

PARTE III – SAÚDE DA MULHER

Capítulo 12: “O samba é terapia popular”! O Grupo Mulheres em Movimento como prática de cuidado em atenção psicossocial territorial, Magda Costa Barreto & Dione Rodrigues Pires

Capítulo 13: Negra, Louca! Racismo e repercussões psicossociais para mulheres negras, Viviane Costa Rodrigues & Georgina Helena Xavier Lima

PARTE IV – SAÚDE LGBTQIAPN+

Capítulo 14: Translinguagem e saúde: estratégias culturais para juventudes negras, Allan Gomes de Lorena & Astro Rafael Feraci de Almeida

Capítulo 15: O coletivo e o terreiro como aquilombamento do cuidado em saúde de mulheres negras e bixas pretas, Aclaís Tainã Amaral Gomes Santos, Isaac Marlon Vasconcelos do Nascimento & Maria Lidiany Tributino de Sousa

Capítulo 16: “Aqui a bicha preta é bem-vinda”: aquilombamento, resistência e saúde mental, Rafael Cardoso Gomes

PARTE V – TERRITÓRIOS DA GESTÃO — SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA

Capítulo 17: Enegrecer a gestão do SUS: um relato de experiência em um município do interior do Rio de Janeiro, Felipe Fernandes da Silva, Patrick Almeida Soares, Izábia Coutinho da Silva & Mariana Ribeiro Brito da Cruz

Capítulo 18: Grupo de Trabalho como estratégia coletiva de implementação da Política Nacional e Programa Municipal de Saúde Integral da População Negra — a experiência do GT Sankofa, um abraço negro no território de Santo Amaro e Cidade Ademar, São Paulo, Camila Fernanda Rodrigues, Carla Aguiar, Alessandra Martins Mendes da Costa, Ingrid Cristina G. Arruda, Ingryd Karoline Bento, Jucilene Santos Santana, Juliana Soriano Mendes de Souza, Julio Nieto Soares, Maria da Conceição Muniz, Maria Helena Silveira, Miriam Januário, Pamela Bueno, Priscila Gil Ritter, Robson Ferreira da Silva, Valmir Sena & Wellington Afonso Pereira

Posfácio, Tadeu de Paula Souza, Emiliano de Camargo David & Rachel Gouveia Passos

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SOBRE OS ORGANIZADORES

Tadeu de Paula Souza 

Professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor da pós-graduação em Psicologia Social e Institucional da UFRGS. Foi professor doutor adjunto do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão e da Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFMA (área de concentração Política, Planejamento e Gestão) (2015-2018). Psicólogo, graduado pela Universidade Federal Fluminense (2004), mestre em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (2007), doutor em Saúde Coletiva, na área de Políticas, Planejamento e Gestão em Saúde pela Universidade Estadual de Campinas (2013). Coordenador adjunto da Comissão de Políticas, Planejamento e Gestão da ABRASCO (2017-2018). Tem experiência no campo da Saúde Mental/Saúde Coletiva (álcool e outras drogas) como supervisor clínico-institucional do CAPS e Consultório na Rua e de Apoio Institucional à Gestão do SUS. Autor de dois livros no campo da saúde mental, álcool e outras drogas, redução de danos: A saúde entre a macro e a micropolítica e drogas: perspectivas da redução de danos (São Paulo, Hucitec, 2018) e Guerra às drogas e redução de danos: nas encruzilhadas do SUS (São Paulo, Hucitec, 2022). Atuou como consultor do PNUD e OPAS para a Política Nacional de Humanização/ Ministério da Saúde de 2007 a 2015 na função de coordenador nacional da frente de Planejamento, Monitoramento e Avaliação. Coordenador do Grupo de Pesquisa “Egbé: Negritude, Clínica e Políticas do Comum”, com foco no racismo, branquitude e cosmologias améfricanas. Diretor do selo editorial Diálogos
da Diáspora (Hucitec).

Emiliano de Camargo David

Psicólogo, doutor e mestre em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP/bolsista CNPq), com especialização lato sensu em Psicopatologia e Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), cujas pesquisas foram desenvolvidas na área da Saúde Mental da População Negra, propondo a aquilombação da Rede de Atenção Psicossocial e a antimanicolonialidade da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial. Atualmente é professor adjunto do Instituto de Psicologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IP/UERJ); docente colaborador do Mestrado Profissional em Atenção Psicossocial (MEPPSO) do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ). Integra o AMMA Psique e Negritude Centro de Pesquisa, Formação e Referência em Relações Raciais. É membro do grupo de trabalho Racismo e Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO). Há mais de uma década, trabalha como psicólogo no Sistema Único de Saúde (SUS), mais especificamente nos Centros de Atenção Psicossocial II e III (infanto, juvenil e adulto), além de atuar como psicólogo clínico em consultório particular.

Rachel Gouveia Passos 

Professora adjunta lotada no Departamento de Métodos e Técnicas da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro; docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro; colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Política Social da Escola de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense e coordenadora do Projeto de Pesquisa e Extensão Luta Antimanicomial e Feminismos, vinculado à Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Esteve como assessora técnica especializada do Departamento de Saúde Mental da Secretaria de Atenção Especializada em Saúde do Ministério da Saúde (DESME/SAES/MS) no período de junho de 2023 a março de 2024. É pós-doutora em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito, vinculada à linha de pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Ordem Internacional, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2023); pós-doutora em Serviço Social e Políticas Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (2018). Pesquisadora Jovem Cientista do Nosso Estado pela FAPERJ.

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