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Autor: Roberto Lima
Hucitec 
1ª Edição
2026
Número de páginas: 288
Coleção Antropologia Hoje

 

Antologia de antropologia mexicana | Roberto Lima

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Considerar a antropologia como um conjunto de acontecimentos implica afirmar a multiplicação de suas ocorrências bem como o suposto de que conhecer os modos distintos de fazer antropologia é uma das condições para melhor fazê-la.

Eis porquê esta ANTOLOGIA DE ANTROPOLOGIA MEXICANA é um tour de force. Seu conteúdo revela uma pesquisa árdua e rigorosa e a sua publicação oferece a estudantes e professores nas universidades brasileiras um conjunto significativo da antropologia no México. São temas e autores, lugares e pessoas, conceitos e análises, críticas e embates, que ampliam o conhecimento antropológico e afetam supostos já convencionalizados.

O autor deste livro, Roberto Lima, em uma precisa e sólida Apresentação narra como surgiu e se fez o projeto de pesquisa que tornou possível essa antologia que, além de preencher uma lacuna na formação de antropólogas no Brasil, põe em relação a antropologia que se faz no Brasil e aquela que se faz no México, abrindo um diálogo necessário embora muitas vezes ignorado.

ANTOLOGIA DE ANTROPOLOGIA MEXICANA contém quatorze artigos, distribuídos em quatro partes com uma simetria intrigante, 3X4X4X3, que remetem a momentos distintos da vida do antropólogo na México.
No primeiro artigo, de Isabel Ramírez Castañeda, de 1913, encontramos uma antropologia composta – etnologia, arqueologia e museologia – que impressiona pela finesa da descrição das “formas de cura” observados por ela. No último, de 2022, Renée de la Torre e Cristina Gutiérrez Zúñiga, tratam de um tema sensível no México, os Altares de Morto. Entre ambos, e outros, há um artigo de Bronislaw Malinowski e Júlio de la Fuente que descrevem as transações em um mercado mexicano, afirmando um método de descrição fundamentado na observação da conduta, o que fazem, não o que dizem. Em outro, Mulheres em armas: O Coronel Amalia Robles, não é o método etnográfico que importa, mas o “encontro etnográfico” entre a antropologia (fotógrafa documental e ambientalista, em Chiapas) Gertrude Duby Blom e a/o coronel (a) Amelio (a). Há outras questões importantes nesta Antologia, o que torna a sua leitura um convite irrecusável.

SUELY KOFES é Antropóloga, professora sênior do Departamento de Antropologia e coordenadora do LA’grima, ambos no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas IFCH, Unicamp.

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Sumário

Prefácio – Mariano Báez Landa

Apresentação

 

Primeira Parte. Primeiros antropólogos profissionais e a criação do México pós-revolução

Capítulo 1. O Folclore de Milpa Alta, D.F. México – Isabel Ramírez Castañeda

Capítulo 2. Forjando Pátria – Manuel Gamio

Capítulo 3. Carapan – Moisés Sáenz

 

Segunda Parte. Ao redor e após o Congresso Indigenista de Pátzcuaro (1940). Institucionalização de uma antropologia profissional e diálogos internacionais (1940-1967)

Capítulo 4. As transações do mercado sob o microscópio – Bronislaw Malinowski e Julio de la Fuente

Capítulo 5. Mesoamérica. Seus limites geográficos, composição étnica e características culturais – Paul Kirchhoff

Capítulo 6. Mulheres em armas: O Coronel Amalia Robles – Gertrude Duby Blom

Capítulo 7. Definição do índio e o índio – Alfonso Caso

Terceira Parte. A crítica do indigenismo oficial e da antropologia aplicada e a busca por outros rumos: revoluções perdidas e lutas ganhas e a primeira descolonização da disciplina (1968 a 1980)

Capítulo 8. A formação de novos antropólogos – Enrique Valencia

Capítulo 9. Como descolonizar as Ciências Sociais – Rodolfo Stavenhagen

Capítulo 10. Dominação Ideológica e Ciências Sociais: o I.L.V. no México – Colegio de Etnólogos y Antropólogos Sociales A.C.

Capítulo 11. O movimento de mulheres e o sistema político mexicano: análise da luta pela liberação do aborto, 1976-1990 – María Luisa Tarrés

Quarta Parte. Fim do século XX e início do século XXI. Novas escolas, novos atores e novos temas (1990 a agora)

Capítulo 12. Trabalhadoras sexuais: do estigma à consciência política – Marta Lamas

Capítulo 13. Zapatismo e utopia: valores para nos aproximarmos ao mundo em que caibamos todos – Alicia Castellanos Guerrero

Capítulo 14. Os Altares de Morto: patrimônio em mudança de uma tradição mexicana – Renée de la Torre e Cristina Gutiérrez Zúñiga

Coda – Roberto Lima

Posfácio. Antologia da Antropologia Mexicana: uma renovação do cânone antropológico – Luis Felipe Kojima Hirano

 

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Sobre o autor

 

Roberto Lima é Antropólogo e professor na Universidade Federal de Sergipe. Foi Pesquisador Visitante no Colégio de México e no Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social – México e coordenou o Projeto Sertão-Mesoamérica (Capes) entre 2014 e 2019. Sonha em morar definitivo no sul da Cidade do México tão logo se aposente. Sobre as relações entre as antropologias de México e Brasil, organizou com Mariano Baez o livro “México visto por antropólogos brasileiros” (CE-GRAF-UFG) e com Robert Melville o dossiê “Obras hidráulicas em rios: o papel dos cientistas sociais” na revista O Público e o Privado (UECE).

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