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De maloca em maloca | Leandro Carneiro

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Título: De maloca em maloca
Autor: Leandro Carneiro
ISBN: 978-85-8404-608-9
Editora: Hucitec
Edição: 1. Edição
Data de publicação: 2026
Número de páginas: 254
Coleção Antropologia Hoje

Informação adicional

Peso 0,489 kg
Dimensões 16 × 23 × 2 cm

Aqueles que passam apressados pelas grandes cidades brasileiras veem de longe aglomerados de pessoas em situação de rua em calçadas, terrenos, praças, esquinas. Talvez não imaginem que cada grupamento desses só é possível por relações de afeto e ajuda, pela contribuição com o espaço da maloca, pelo compartilhar de alimentos, pela proteção contra as diversas hostilidades.

Descrevendo tais vínculos, Leandro Carneiro persegue neste livro o que nomeia de “fazer família” nas ruas a partir do seu longo conhecimento sobre o tema, construído tanto pelo trabalho em um serviço de abordagem social quanto durante o mestrado em antropologia na USP.

Nessas páginas, o leitor verá que esta noção de família não é criada por uma mera abstração semântica, mas principalmente pela prática concreta do viver junto. Como escreveu um grande nome da nossa disciplina, Marshall Sahlins, parentes são aqueles que participam a vida e choram a morte uns dos outros – uma perspectiva que, cotejada com as experiências aqui narradas, contribui enormemente para complexificar porque, a despeito de tanto estigma e violência, muitas pessoas escolhem permanecer nas ruas, com as suas famílias.

– Taniele Rui
Departamento de Antropologia
PPGAS-IFCH/Unicamp

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Poucas vezes tivemos acesso a um retrato em grande angular tão íntimo e tão próximo, e ao mesmo tempo tão amplamente contextualizado, da vida dos que habitam ou erram pelas ruas de São Paulo. Neste livro, Leandro Carneiro nos conduz por uma cidade que muitos tentam não ver, até pelo profundo fascínio que ela desperta: uma São Paulo feita de malocas, calçadas, vielas, ocupações improvisadas, feridas do corpo e da alma, que a vida insiste, um dia depois do outro dia, em tentar cicatrizar.

Ao longo das páginas, acompanhamos o autor caminhando de maloca em maloca, escutando histórias, compartilhando gestos, observando rotinas e rituais. Diante de nós, revela-se a força de uma cidade que se constrói e se reinventa em meio à extrema desigualdade. O que conhecemos é, ao mesmo tempo, criação teimosa de laços de família, amizade e comunidade, e também elaboração cotidiana de uma política subalterna, mas nada irrelevante.

Essa política que nasce no improviso das alianças diárias entre ruas, clínicas de reabilitação, unidades de internação, delegacias de polícia e presídios, se manifesta nas ideologias de cuidado entre iguais que pedem paz entre si, mas guerra ao sistema. Recusa-se absolutamente a invisibilidade e isso desafia os modelos tradicionais de cidadania, questiona a imaginação de um futuro republicano apoiado em instituições formais, e nos obriga a repensar nosso projeto social.

— Gabriel Feltran
CNRS-Centre National de la Recherche  Scientifique.

 

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O trabalho de Leandro Carneiro é fruto de uma extensa e intensa pesquisa de campo. Em sua caminhada pelas malocas de São Bernardo, vai anunciando e revelando ao leitor um mundo rico e pouco conhecido com suas dinâmicas, conflitos, disputas e estratégias A análise resgata temáticas fundamentais da tradição antropológica — parentesco e poder — buscando um caminho criativo e original para o entendimento do universo da rua, em que procura compreender as formas de fazer família, fazer política e fazer cidade, específicas destes grupos.

O trabalho traz uma contribuição importante para a discussão da violência presente no mundo da rua, seja como violência do Estado, institucional (dos equipamentos públicos, limpeza urbana, forças de segurança), significando opressão e coerção, seja como dimensão interna inerente à dinâmica das interações. Analisando as relações na maloca, mostra que violência e afeto estão imbricados na mesma trama em que atuam forças contraditórias. Esta interação não é só ludicidade, amistosidade, cuidado.

É também rivalidade, tensão e violência. O estudo faz avançar o conhecimento sobre o mundo da rua, possibilitando uma reflexão importante para os que se preocupam com a formulação de políticas públicas para esta população.

— Maria Antonieta da Costa Vieira
Presidenta da Organização de Auxílio
Fraterno – OAF

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Sumário

Prefácio

Introdução

Perspectivas dos vínculos produzidos nas ruas

PARTE I
1.1. Fazer família, fazer parentes nas ruas
1.2. A classe média e a periferia de SBC

PARTE II
2.1.
Tensões e conflitos: o fazer político nas ruas de SBC
2.2. Baeta Neves — Praça São José
2.3. Parque São Bernardo — Maloca do Trevo

Considerações finais

Bibliografia

 

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Sobre o autor

 

Leandro Carneiro
Trabalha COM a população em situação de rua do Brasil. É antropólogo e militante no Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR). Coordena o grupo de estudos sobre a população em situação de rua, o PopNAU, pertencente ao Laboratório do Núcleo de Antropologia Urbana da USP, onde é doutorando. Dedica-se aos estudos urbanos que envolvem esta temática. Pensa e atua COM seus interlocutores para a consolidação dos direitos humanos.

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