Pesquisa participativa e empoderamento: teorias e práticas de participação social | Nina Wallerstein, Rosilda Mendes, Carmen Lucia Albuquerque de Santana & Laura Chanchien Parajon (orgs.)

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Descrição

Título: Pesquisa participativa e empoderamento: teorias e práticas de participação social
Organizadoras: Nina Wallerstein, Rosilda Mendes, Carmen Lucia Albuquerque de Santana & Laura Chanchien Parajon
ISBN: 9788584044122
Editora: Hucitec
Edição: 1. Edição
Data de publicação: 2024
Páginas: 240
Tamanho: 18 cm x 26 cm x 4 cm
Peso: 700g
Coleção Saúde em Debate, 350

Informação adicional

Peso 0,700 kg
Dimensões 18 × 26 × 3 cm

Este livro apresenta a estrutura geral e um modelo conceitual para projetos baseados na participação social.
Traz ferramentas práticas para construção de conhecimento de forma colaborativa, com a comunidade. Fundamenta-se em princípios e orientações da Pesquisa Participativa Baseada na Comunidade e em conceitos fundamentais como
empoderamento comunitário e coletivo, na filosofia e práxis da educação popular de Paulo Freire.

Descreve o passo a passo de uma proposta de Curso interativo, que inclui muitas atividades participativas, no entanto, não se constitui em um menu fragmentado de exercícios independentes, pois foram pensadas e organizadas com uma nítida intencionalidade, voltada para o fortalecimento dos coletivos na construção de parcerias para uma ação social comprometida. Convidamos leitores a se engajarem de forma ativa e crítica em um modo democrático de construir conhecimento e de produzir vida nas comunidades.

Reforçamos a ideia de que ao pesquisar com, incluindo sujeitos e as instituições, estamos abrindo possibilidades para movimentos de transformação, criando novos enunciados e práticas criativas de investigação para fortalecer ‘políticas de participação’, sensíveis às realidades, diversidades e demandas sociais.

 


 

Para quem é este livro?

Este livro é escrito para todos aqueles que se preocupam com a participação social como base para defesa dos direitos humanos e de um mundo mais democrático. A participação social é a espinha dorsal da democracia. Permite que pessoas,
sejam de comunidades vulneráveis, ONGs, equipamentos sociais e de saúde, instituições governamentais, universidades, instituições religiosas ou outros setores, defendam os princípios de igualdade, equidade e justiça.

Embora a igualdade de oportunidades, definida como recursos iguais para todos, seja um bom objetivo, este livro se baseia no conceito de “Equidade”. Uma abordagem baseada na equidade exige uma distribuição justa e equitativa de recursos, para que as pessoas que começam com menos recursos e menos direitos tenham mais acesso às condições sociais, legais e econômicas para uma vida mais saudável.

Esse livro surgiu de um conjunto de oficinas realizadas em 2005, no desenvolvimento de um “projeto-piloto” de construção de um processo formativo. Foi uma resposta ao chamado da Carta de Ottawa para a participação social na Promoção da Saúde, Estratégias de Empoderamento e Educação Popular de Paulo Freire. Evoluiu para um curso, focado nos princípios e práticas da Pesquisa Participativa Baseada na Comunidade, mantendo suas raízes históricas de participação social, Promoção da Saúde e Educação Popular freiriana, que detalharemos no capítulo 2.

Embora esse livro e o curso em que ele se baseia tenham surgido no setor da saúde, seus princípios e práticas podem ser aplicados a qualquer mobilização participativa e movimento social nas áreas de Saúde, Educação, Desenvolvimento Comunitário e Econômico, Habitação, Redes Intersetoriais, Programas de Municípios Saudáveis, Direitos das Mulheres, Direitos Humanos, Meio Ambiente e outras questões de determinantes sociais.

Na área da saúde, é importante destacar que a participação social desempenha papel estruturante no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo os usuários dos serviços na implementação, monitoramento e avaliação das políticas de saúde. É realizada por meio de espaços de participação, como os conselhos de saúde, conferências de saúde, audiências públicas, comitês gestores e outros mecanismos que possibilitam a interação entre usuários, profissionais de saúde, gestores públicos e representantes da sociedade civil. No entanto, embora nossa política de saúde garanta espaços participativos em várias dimensões, seu processo de implantação necessita de ferramentas que nos permitam “fazer com”.

O presente livro fundamenta-se em princípios e orientações da pesquisa participativa baseada na comunidade, com origens no sul global. Inclui muitas atividades participativas, mas, no entanto, não é um menu fragmentado de exercícios independentes, pois foram pensadas e organizadas com uma intencionalidade nítida, voltada para o fortalecimento
do grupo na construção de parcerias para a ação social. Muitas outras atividades participativas podem complementar as encontradas nesse livro, sempre com o cuidado de manter esta articulação e o compromisso com os objetivos.

 


 

Participem deste livro!
Coloquem a mão na massa!
Semeiem a boa nova…
Marco Akerman

Quero saudar com entusiasmo a chegada deste livro!
Para começar importa, e muito, ressaltar que as autoras demonstram toda a sua generosidade ao longo dos oito Módulos do livro. Por quê? Porque elas entregam tudo de bandeja para quem deseja ativar processos de ensino-aprendizagem no ofício da pesquisa participativa, pois “Cada Módulo contém um guia do facilitador sobre a condução das atividades, slides ou vídeos como ferramentas de ensino, e apostilas para serem usadas pelos participantes em diferentes atividades, ou como recursos de aprendizagem.

Embora os Módulos sejam apresentados no formato presencial, oferecemos também orientações sobre como conduzi-los virtualmente, on-line”. Creio que tal oferta já aguça a sua curiosidade de adentrar às páginas do livro e a praticar coletivamente a pesquisa participativa de base comunitária. Não acha? Entretanto, pode pairar algumas dúvidas se o tema será acessível o suficiente para que você e seus parceiros de trabalho compreendam o exercício da pesquisa
participativa. As autoras, no seu intuito de multiplicar com gentileza e delicadeza o material prático do livro, pensaram nisso também e organizaram capítulos introdutórios que facilitam a caminhada pelo livro a partir de cinco conceitos fundamentais: Pesquisa Participativa Baseada na Comunidade (PPBC), Empoderamento, Contribuições de Paulo Freire, Participação Social, Pesquisador da Comunidade.

Dotados então dessas pistas conceituais, você e seus parceiros podem agora planejar o processo de facilitação de coletivos com maior segurança e as autoras, sempre atentas em te apoiar, dedicaram uma seção inteira sobre o papel do facilitador e o “objetivo da coconstrução do conhecimento por meio da práxis, no qual os alunos trazem suas experiências de vida e conhecimento para um processo cíclico de reflexão/ ação, de explicarem teorias, de engajarem-se e testarem ações, refletirem sobre o sucesso ou desafio das ações para recriar teorias, e retornar às ações com base em
novos entendimentos etc.”.

Ready? Certamente ainda, não. Quase nunca estamos totalmente prontos para navegarmos no rio da vida.

E, de novo, essas incríveis autoras, muito interessadas em semear a pesquisa participativa o mais longe que puderem, nos brindam com um belo exercício de navegação no RIO DA VIDA. Esta metodologia apresentada no primeiro Módulo pode
nos ajudar a refletir de forma compartilhada com nossos parceiros sobre como vem correndo o rio da nossa experiência desde a sua nascente, até um possível deságue no oceano.

Feita então esta navegação, você e seus parceiros estão aptos agora a seguir viagem pelos sete portos que vos aguardam, onde vocês poderão ancorar e desfrutar de cada um dos sete Módulos que são trazidos pelo livro. Sete portos nos remetem aos setes mares das histórias de Mil e uma Noites “uma compilação de histórias tradicionalmente contadas boca a boca no Oriente Médio, que ganhou sua primeira versão impressa no século IX. Uma das histórias contadas é a do marinheiro Simbad, que, para levar mercadorias a portos distantes, viaja por sete mares”.

A pesquisa participativa ajuda os coletivos a contarem suas histórias de boca em boca para coconstruir possibilidades e alternativas de outros mundos possíveis. Façam bons usos desse livro, ponham a mão na massa e plantem boas ideias!

 

 


 

SUMÁRIO

Prefácio, Marco Akerman
Para quem é este livro

Capítulo 1 – Introdução dos Conceitos Fundamentais

Capítulo 2 – História e Programação do Curso (Experiência A COR DA RUA)

Capítulo 3 – Facilitação como Processo Político Pedagógico

Módulo 1 – Expectativas e história do projeto: Rio da Vida

Módulo 2 – Pesquisa Participativa Baseada na Comunidade

Módulo 3 – Poder e Empoderamento

Módulo 4 – Educação Popular na perspectiva de Paulo Freire

Módulo 5 – Avaliação participativa com foco nos resultados

Módulo 6 – Práticas e estratégias promissoras do modelo PPBC para medir, avaliar e fortalecer parcerias

Módulo 7 – Indicadores de empoderamento e avaliação de projetos e PPBC

Módulo 8 – Sistematização e avaliação do curso

Anexos

Para o Futuro: Aprendizagens e Práticas com Experiências de Projetos de Extensão

  • Pensar a partir das vivências no território: a experiência do Observatório Institucional do Instituto de Saúde e Sociedade
    com as Metodologias Participativas – Campus Baixada Santista/ Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
  • Uma aproximação à teoria e à metodologia da Pesquisa Participativa Baseada na Comunidade: a experiência do Projeto Xingu – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Glossário
Agenda de 3 dias
Agenda de 4 dias

 


 

Sobre as organizadoras

 

Nina Wallerstein
Doutora em Saúde Pública, distinguished professor na Universidade de Novo México. Diretora do Centro de Pesquisa Participativa, Faculdade de Saúde Populacional. Trabalha há 40 anos com a filosofia de Paulo Freire e empoderamento. É responsável pelo Engajamento por Equidade, uma investigação longa da PPBC, identificando práticas melhores de parceria para equidade de saúde. Editora principal de CBPR for Health: Advancing Health and Social Equity, 2018.

Rosilda Mendes
Doutora em Saúde Pública, professora sênior da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), campus Baixada Santista. Coordenadora do Centro de Estudos Pesquisa e Documentação em Cidades Saudáveis (CEPEDOC Cidades Saudáveis) – Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS). Atua em saúde coletiva, promoção da saúde e em pesquisas com abordagens participativas.

Carmen Lucia Albuquerque de Santana
Psiquiatra, mestre em psiquiatria e doutora em ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Políticas Públicas e Organização de Serviços de Saúde Mental pela Universidade Nova de Lisboa & Organização Mundial da Saúde. Pesquisadora do Centro de Pesquisa e Documentação em Cidade Saudáveis (CEPEDOC Cidades Saudáveis) – Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS). Atua há 25 anos em projetos participativos com populações vulnerabilizadas, especialmente imigrantes, refugiados e pessoas em situação de rua.

Laura Chanchien Parajon
Médica, mestre em Saúde Pública, vice-secretária do Departamento Estadual de Saúde do Estado de Novo México. Atua há 18 anos como diretora médica de AMOS Salud y Esperanza (https://amossalud.org.ni/), um sistema de saúde de  atenção básica e de desenvolvimento comunitário e empoderamento na Nicarágua. Criadora, com Nina Wallerstein, do curso da Pesquisa Participativa Baseada na Comunidade (PPBC) em Espanhol.

 

 

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