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Título: Verde Novo: juventude e aprendizado social do modernismo
Autor: João Mello
ISBN: 978-85-8404-649-2
Editoras: Hucitec
Edição: 1. Edição
Data de publicação: 2026
Páginas: 386
Tamanho: 16 cm x 23 cm x  2cm
Coleção Pensamento Político-Social, vol. 21

Verde Novo: juventude e aprendizado social do modernismo | João Mello

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Ações, processos e instituições não existem sem as interpretações que as acompanham. Estão em relações reflexivas. Esta é a agenda de debates proposta pela coleção Pensamento Político-Social, que publica títulos relevantes sobre interpretações clássicas e contemporâneas da sociedade brasileira e outras, em suas muitas formas e variados suportes. Queremos contribuir para a compreensão dos desafios históricos e atuais da sociedade e da cultura, bem como para uma nova compreensão menos minimalista da política. Uma abordagem interseccional que nos ajude a reconstruir visões renovadas de conjunto.

–André Botelho, Elide Rugai Bastos, Gabriela Nunes Ferreira e Maurício Hoelz

*-*-*-*

“Luz do sol, que a folha traga e traduz em verde novo”. A partir da canção-poema de Caetano Veloso, a fotossíntese ganha também sentido de alegoria para pensar a dinâmica do modernismo brasileiro como movimento de renovação cultural. Verde novo revisita a revista Verde, editada entre 1927 e 1929, num quadro sociológico inovador. João Mello toma as relações dos jovens de Cataguases, Minas Gerais, Rosário Fusco à frente, com Mário de Andrade como parte de uma rede de articulações mais amplas e significativas para o modernismo como um todo. Invertem-se as perspectivas tradicionais: ao invés de Verde apenas expressar a força do modernismo nos anos 1920, do centro para a periferia, ela ganha centralidade no projeto de renovação estética radical encetado e liderado por Mário. É um caminho de mão dupla que percorremos no livro, portanto. Ganham destaque, assim, as questões do local e do cosmopolita e do entrelaçamento entre gerações. Para passar da contestação à criação, o modernismo dependia da conquista dos corações, mentes e mãos jovens para enfrentarem os imensos desafios implicados na pretendida reorientação da cultura brasileira, o que não se esgotava no presente. O livro traz à tona essa categoria sociológica esquecida, a de geração, discutindo as especificidades da ideia de juventude como portadora social da mudança cultural. O diálogo de João Mello com a tese do modernismo como movimento cultural, que formulei com Maurício Hoelz, é extremamente proficuo. E Minas Gerais não figura, no livro, apenas como espaço geográfico. Verde novo também é resultado, aliás, como primeiro trabalho acadêmico de mestrado, do projeto/rede Minasmundo que, entre 2020 e 2024, congregou mais de 70 pesquisadoras e pesquisadores empenhados em rediscutir o cosmopolitismo na cultura brasileira a partir de Minas. Vemos, assim, que o “novo” de Verde novo diz respeito à juventude, mas também à inovação quando o diálogo entre as gerações acontece. Ver de novo.

— André Botelho (UFRJ)


SUMÁRIO

Prefácio,
Maurício Hoelz

Introdução

1. Carisma: pedagogia epistolar de Mário de Andrade e os verdes

1.1. Modernistas em Cataguases
1.2. Abrasileirar o Brasil
1.3. Propedêutica modernista

2. Rotina: Verde e os desafios da comunicação pública

2.1. Um fruto de ilusão
2.2. “O entusiasmo de vocês é que pegou fogo na gente de Cataguases”
2.2.1. Aberta aos novos do Brasil e do mundo
2.3. Para além das revistas: os livros do Grupo Verde

3. Conflito: Verde, verdes e as quebras de consensos culturais

3.1. Modernistas de Cataguases
3.2. Herdeiros de uma outra linhagem: Verde x Festa
3.3. Juventudes mineiras em disputa: Verde, leite criôlo e a Revista de Antropofagia

Velhos novos verdes

Referências

Anexos

 

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Sobre o autor

 

João Mello é mestre e doutorando em Sociologia pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ. Foi pesquisador do projeto “MinasMundo: o cosmopolitismo da cultura brasileira”. Pesquisador do Instituto Igualdade: Instituto Nacional de Aprendizado Social e Promoção da Igualdade (INCT/CNPq), é editor-assistente do Blog da BVPS. Co-organizou o e-book “Essa tal classe média” (BVPS Coleção).

Informação adicional

Peso 0,383 kg
Dimensões 14 × 21 × 1 cm
Título/autor(a)/assunto que está procurando

HUCITEC EDITORA