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Título: Vale quanto pesa
Autor: Silviano Santiago
coordenação: André Botelho, Maurício Hoeh & Gabriel Martins da Silva
ISBN: 978-85-8404-646-1
Editoras: Hucitec & PUC-Rio
Edição: 1. Edição
Data de publicação: 2026
Páginas: 376
Tamanho: 14×21
Coleção Pensamento Político-Social, v. 22

Vale quanto pesa | Silviano Santiago | André Botelho, Maurício Hoeh & Gabriel Martins da Silva (orgs.)

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Ações, processos e instituições não existem sem as interpretações que as acompanham. Estão em relações reflexivas. Esta é a agenda de debates proposta pela coleção Pensamento Político-Social, que publica títulos relevantes sobre interpretações clássicas e contemporâneas da sociedade brasileira e outras, em suas muitas formas e variados suportes. Queremos contribuir para a compreensão dos desafios históricos e atuais da sociedade e da cultura, bem como para uma nova compreensão menos minimalista da política. Uma abordagem interseccional que nos ajude a reconstruir visões renovadas de conjunto.

– André Botelho, Elide Rugai Bastos, Gabriela Nunes Ferreira e Maurício Hoelz

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Publicado pela primeira vez em 1982 e já um clássico, Vale quanto pesa, agora “hospedeiro” de textos de uma jovem e talentosa geração de pesquisadores, demonstra o alcance da perspectiva comparatista decolonial que sempre pautou o exercício teórico-crítico de Silviano Santiago. A desconstrução das noções excludentes de fonte e influência, então levada a efeito, inaugura inesperadas vias de realização dos estudos literários e culturais entre nós, bem como amplia o instrumental de análise e interpretação do Brasil. A partir da ideia de tradição como diferença — veja-se “Vale quanto pesa (a ficção brasileira modernista)” — são colocadas em jogo a “hierarquia” em Alencan, a “censura” às artes nos anos 1970, a “cor da pele” de Adão Ventura, entre muitas outras possibilidades políticas da escrita e sua disposição compartilhada de fazer sentido contemporâneo. É o que a colaboração valiosa dos diversos “hóspedes” deste novo livro confirma, ao se abrir a outras alternativas de significação.

–Wander Melo Miranda

 

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Sumário

 

Capítulo 1. Faça (como fazer?) sentido
Hospedagem: Lucas van Hombeeck / Luiza Müssnich

Capítulo 2. Apesar de dependente, universal
Hospedagem: Maurício Hoelz

Capítulo 3. Vale quanto pesa
Hospedagem: Rodrigo Jorge Ribeiro Neves

Capítulo 4. As incertezas do sim
Hospedagem: Rafaela Cardeal

Capítulo 5. Repressão e censura no campo das artes na década de 70
Hospedagem: Iracema A. Alencar e Sergio Schargel

Capítulo 6. Errata
Hospedagem: Mateus Baldi

Capítulo 7. Arrumar a casa, arrumar o país
Hospedagem: Antonio Brasil Jr.

Capítulo 8. O teorema de Walnice e a sua recíproca
Hospedagem: Caroline Tresoldi

Capítulo 9. Liderança e hierarquia em Alencar
Hospedagem: Eduardo Coelho

Capítulo 10. Imagens do remediado
Hospedagem: Gabriel Martins da Silva

Capítulo 11. A cor da pele
Hospedagem: Matheus José e Iuri Dantas

Capítulo 12. A literatura e as suas crises
Hospedagem: Ricardo Gaiotto de Moraes

Capítulo 13. Desvios da ficção
Hospedagem: Alice Ewbank

Capítulo 14. As ondas do cotidiano
Hospedagem: Felipe Charbel

Capítulo 15. Frutos do espaço
Hospedagem: Victor Hermann

Capítulo 16. Uma ferroada no peito do pé
Hospedagem: Marcelo Diego

Capítulo 17. Paulistas e mineiros
Hospedagem: João Victor Kosicki

Entrevista

 

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Sobre o autor

Silviano Santiago é ensaísta e romancista. Como professor de Literatura Comparada atuou em diversas universidades norte-americanas e, no Brasil, na PUC-Rio e na Universidade Federal Fluminense (UFF). Seu livro Uma literatura nos trópicos (1978) é um clássico do ensaísmo latino-americano, tema a que ele mesmo se dedicou em As Raízes e o labirinto da América Latina (2006) e na organização em três volumes de Intérpretes do Brasil (2000). Entre seus ensaios mais recentes, destaca-se Genealogia da Ferocidade (2017). Mineiro de Formiga, Silviano completa 90 anos neste ano de 2026. Em 2022 recebeu o Prêmio Camões.

 

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