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Autor: Luís Fernando Vitagliano
Hucitec 
1ª Edição
2026

 

Paradoxos da democracia na era digital | Luís Fernando Vitagliano

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Como conceituar a democracia? A democracia é definida pelo voto da maioria? E quanto o voto da maioria entra em rota de colisão com os direitos das minorias? Exatamente por não ser a melhor forma de garantir harmonia social, democracia não pode ser confundida com a construção do direito ou a deliberação da maioria.

Democracia deve ser o sistema que congrega decisões políticas mediadas por instituições de acesso pleno com garantias constitucionais solidas.

Mas como respeitar e expressar-se de forma democrática em tempos de plataformas digitais e redes sociais?

Nas redes, as maiorias ditam as regras. A foto mais curtida, o meme mais compartilhado, o post mais comentado, a viralização, o cancelamento. Tudo é medido e legitimado em termos de métricas.

Os partidos somem. os sindicatos somem, as associações somem e as instituições da sociedade civis em geral se tornam chatas. Atores coletivos não são páreos para o selfie. Na internet, nas plataformas digitais e nas redes sociais o deus é Narciso. É possível haver democracia onde não há espaço público?

 

Sumário

 

Apresentação 

CAPÍTULO 1: Paradoxos da democracia na era digital
1.1 Onde o algoritmo fere a democracia?
1.2 A Democracia como atividade concreta da política
1.3 Efeitos do Capital na autonomia do exercício democrático

CAPÍTULO 2: Geopolítica do capitalismo de vigilância: o Capital na era digital
2.1 As superestruturas do capitalismo
2.2 A estrutura da guerra e o complexo industrial militar
2.3 Dos Sete Anões aos Oito Traidores
2.4 Cadeia de suprimentos da TI
2.5 A Guerra Fria, a Guerra nas Estrelas e a guerra virtual

CAPÍTULO 3: Sociedade da Informação, entre controle e emancipação
3.1 Formas de manipulação da opinião pública
3.2 Sobre o algoritmo
3.3 O algoritmo: modelo de negócio ou visão de mundo?
3.4 A internet 2.0 e as plataformas e algoritmos
3.5 O efeito das tecnologias digitais nas sociedades de massa
3.6 O Vale do Silício e a nova direita

CAPÍTULO 4: A mercantilização da hegemonia e a disputa nas redes
4.1 A opinião pública como nicho de mercado
4.2 O desperta do demônio de Laplace
4.3 As máquinas de caça níquel e as tocas de coelho
4.4 Hashtag, Timeline, Memes e Viralização
4.5 Monetização, engajamento e conteúdo pago

CAPÍTULO 5: A Hegemonia Digital da Extrema direita
5.1 Narrativas Digitais e redes sociais
5.2 Histórico das plataformas digitais na política
5.3 A estratégia no Brasil a reboque dos democratas gringos
5.4 Partidos-movimentos políticos das redes sociais
5.5 Considerações possíveis para o processo

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

Sobre o autor

Luís Fernando Vitagliano é professor universitário e cientista político; doutor em Ciências pela Escola de Artes Ciências e Humanidades da USP com a tese que deu origem a este livro. Atualmente é professor de Políticas Públicas do Departamento de Ciência Politica da Unicamp. Publicou pela Hucitec Editora O atraso do futuro e o Homem Cordial com Marcio Pochmann em 2024 e escreve regularmente ao site “A Terra é Redonda”.

Informação adicional

Peso 0,400 kg
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