À luz do ouro branco: lavoura canavieira paulista e a montagem do parque açucareiro de Campinas | Carlos Eduardo Nicolette

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Título: À luz do ouro branco: lavoura canavieira paulista e a montagem do parque açucareiro de Campinas
Autor: Carlos Eduardo Nicolette
ISBN: 9788584045464
Editoras: Hucitec & ABPHE
Edição: 1. Edição
Data de publicação: 2025
Páginas: 324
Tamanho: 16 cm x 23 cm x 2 cm
Peso: 600g

 

Informação adicional

Peso 0,600 kg
Dimensões 16 × 23 × 2 cm

Vencedor da 5.ª edição do Prêmio Dissertação e Tese
promovido pela Associação Brasileira de Pesquisadores em História
Econômica (ABPHE), 2023-2024, na categoria “Dissertação”,
defendida no Programa de História Social da Faculdade de Filosofia,
Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP).

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[…] As fábricas de produzir “o ouro branco” trouxeram consigo a escravidão, o latifúndio e a concentração da riqueza. Carlos Eduardo Nicolette conduz seu estudo para compreender como se deu a montagem do complexo açucareiro em Campinas. […] Sua investigação permitiu, por meio do cruzamento de informações, visualizar a trajetória e a organização das unidades açucareiras, número de trabalhadores, a produção, quantidades e tipos de mercadorias produzidas e os respectivos proprietários e suas famílias. Dessa forma, o autor identificou quem foram os “sujeitos” que montaram os engenhos e os partidos de cana-de-açúcar (apenas lavradores de cana sem engenho, partidistas) na última década do século XVIII até 1818, na vila de São Carlos. Nicolette faz avançar o conhecimento sobre a fase de implantação da economia açucareira em Campinas e aponta os seus primeiros passos na direção da acumulação de cabedais e da consolidação de uma estrutura fundiária marcada pela concentração da riqueza.

— Do Prefácio, de Maria Alice Rosa Ribeiro

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À luz do ouro branco: lavoura canavieira paulista e a montagem do parque açucareiro de Campinas (c. 1790- 1818), de Carlos Eduardo Nicolette, vencedora do prêmio de melhor dissertação em História Econômica da ABPHE, constitui uma pesquisa incontornável para reconstituir a formação do atual complexo sucroalcooleiro paulista ainda em nosso período colonial. Se a produção açucareira no Brasil esteve sempre presente, desde as nossas origens, isso não quer dizer que a mesma fosse simplesmente “dada” ou “atemporal”.

Sua historicidade, com seus ritmos e regionalizações próprias, ainda não foram completamente reconstituídas e o livro de Carlos Nicolette cobre essa lacuna de maneira exemplar. Campinas foi uma das regiões açucareiras mais dinâmicas no Brasil em meados do século XIX, colocando a província
de São Paulo como uma das mais importantes do país e, tendo contribuído no “arranque” da  cafeicultura a partir de então.

Nicolette reconstrói a montagem desse complexo açucareiro ao final do século XVIII e nas primeiras décadas do XIX, conjugando fontes demográficas e fiscais com rara maestria e metodologia digna de nota. Sua dissertação, doravante livro, mostra o crescimento consistente da lavoura e manufatura canavieira e sua relação com a expansão do mercado mundial, incluindo aí a
oferta também crescente de braços escravos, naquilo que Caio Prado já havia denominado como “o renascimento agrícola”.

Pesquisa simples e genial como são os bons livros!

— Luiz Fernando Saraiva, Instituto de História, UFF

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SUMÁRIO

PREFÁCIO, Maria Alice Rosa Ribeiro
INTRODUÇÃO

PARTE I – DINÂMICAS LOCAIS, LÓGICAS GLOBAIS: MERCADO ATLÂNTICO, AGENTES E CAPITAL NA PASSAGEM PARA O OITOCENTOS

CAPÍTULO 1: A formação de Campinas no decurso do Setecentos e alvorecer do Oitocentos
. 1.1. Migração e a busca por terras: naturalidade dos proprietários de engenhos e partidistas de cana na eclosão açucareira de Campinas

CAPÍTULO 2: No crepúsculo do Setecentos: Revolução de São Domingos e o preço do açúcar em terras coloniais
. 2.1. Os preços do açúcar no Brasil na passagem do século XVIII para o XIX
. 2.2. O destino do açúcar de Campinas: o porto carioca e o produto paulista

CAPÍTULO 3: O caminho entre o global e o local: senhores de engenho, negociantes e o rearranjo político-econômico paulista
. 3.1. Quadro político paulista sob a janela de oportunidades global
. 3.2. Próxima parada: Brigadeiro Luís Antônio e o papel de comerciantes na montagem da lavoura canavieira de Campinas

PARTE II – À LUZ DO OURO BRANCO: O PROCESSO DE MONTAGEM DO COMPLEXO AÇUCAREIRO CAMPINEIRO, C. 1790-1818

CAPÍTULO 4: A arquitetura do doce: a trajetória da cana-de-açúcar da plantação à manufatura

CAPÍTULO 5: O mundo entre lavouras canavieiras: diferentes tipos de propriedades e de produtores na instalação do parque açucareiro de Campinas
. 5.1. A posse do engenho sob perspectiva: a formação de sociedades em terras canavieiras
. 5.2. Ação à distância: absenteísmo nos engenhos campineiros
. 5.3. Nas sombras da autoridade: partidistas de cana foram uma classe à espera?

CAPÍTULO 6: Terras campineiras: a estrutura fundiária do açúcar no alvorecer do século XIX
. 6.1. Medindo o Sertão: o cadastro de terras e a paisagem agrária de Campinas
. 6.2. A geografia do açúcar: concentração fundiária e domínio dos canaviais

CAPÍTULO 7: De sol a sol: mantimentos, açúcar e escravidão em uma economia em transformação
. 7.1. Para além da cana: a economia de subsistência entre canaviais
. 7.2. O açúcar: dinâmicas e flutuações produtivas em Campinas
. 7.3. Do alvorecer ao crepúsculo: escravidão e expansão dos canaviais

CONCLUSÃO

FONTES E BIBLIOGRAFIA

APÊNDICE

 

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SOBRE O AUTOR

CARLOS EDUARDO NICOLETTE
é doutorando em História Social pela Universidade de São Paulo, com o projeto “Um Contraponto Paulista: açúcar, mantimentos, capital e escravidão em Campinas, c. 1790- 1860”, sob a orientação do Dr. Carlos de Almeida Prado Bacellar. É mestre em História Social pela mesma universidade, apresentando a dissertação ora publicada “À luz do ouro branco: lavoura canavieira paulista e a montagem do parque açucareiro de Campinas (c. 1790- 1818)”, também sob a orientação do Prof. Carlos Bacellar. É integrante dos grupos de pesquisa História das Populações e Cem Anos de Escravidão: Senhores e Escravizados nos Inventários post mortem (Campinas, 1793-1888).

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